sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Uma percepção do nosso tempo


Tenho percebido que uma das principais marcas da contemporaneidade tem sido o declínio das convicções. Assistimos diariamente ao enfraquecimento dos ideais!

Essa marca é tão evidente, que até os mais fervorosos defensores, tem colocado suas ideologias em check, e como consequência disso, vivemos no mundo dos valores descartáveis.

No presente século, a verdade não só deixou de ser absoluta, como deixou de ser verdade. Uma vez que cada um decide o que é e o que não é, a verdade torna-se cada vez mais perecível.

E como parte desse processo, nos deparamos com uma realidade extremamente difícil, onde a regra vigente tem sido quebrar todas as regras e o principal princípio, o de não ter princípios.

Muitas são as áreas afetadas na sociedade, mas por hoje quero citar uma só.

Em nosso tempo, há uma visível e preocupante decadência das relações familiares.

Nunca se viu tantos desentendimentos parentais como em nossos dias. 

Tomando como exemplo o Casamento:

Nunca se viu na história a quantidade de casamentos destruídos como no presente século.   

As relações de hoje parecem ter prazo de validade. É preciso garimpar muito para encontrar casamentos com mais de duas décadas.

Vivemos em um estado declarado de guerra. Não se luta mais o suficiente em busca da paz!

Sem perceber, muitos têm fugido de tudo o que lhe exige um enfrentamento.

Se o emprego me pressiona, saio dele.

Se os filhos me aborrecem, jogo eles na frente da TV.

Se não dá certo, separa... E por aí, vai!

Por isso, O término tem sido a tônica dos relacionamentos em crise.

Esse artificio enganoso da mente, tem ocorrido devido a um egocentrismo exacerbado e a uma intolerância generalizada.

De fato herdamos de Adão o mal de sempre colocar a culpa no outro, esquecendo-nos de que nossa parte na relação corresponde a 50%. Tanto no bônus, como no ônus.   

Nossas promessas não tem mais valia e nossa palavra não tem mais autoridade. O que se diz com certeza hoje, se desfaz amanhã.

Parece que os votos (na alegria e na tristeza, na riqueza e na pobreza, na saúde e na doença) foram feitos como parte de um rito, somente no altar e não no coração. 

Isso sem falar do adultério, que tem sido um tumor maligno nas relações matrimoniais, gerando nos cônjuges, feridas profundas e difíceis de sarar; e nos filhos, traumas devastadores. 

Vivemos um momento tão crítico, que as pessoas estão fazendo coisas que sempre abominaram fazer! Como diz um amigo: “Na prática, a teoria é outra”.

Meus queridos, minha intensão com esse relato, não é julgar ou apontar o dedo pra seu ninguém. Isso não me cabe e meu papel não é esse.

Meu intento é somente de alertar. De lembrar coisas que, talvez, estejam esquecidas.

De tirar da “gaveta” valores que sempre fizeram parte de nossa vida.

Houve um tempo em que a humanidade concordava, por exemplo, que Deus é quem sabia o que era certo ou errado... Ou ainda, que Deus é quem sabia o melhor pra nós.

Nos dias atuais Deus tem deixado de ser um refencial pra muita gente. Com isso, nossa sociedade contemporânea tem cada vez mais discordado de Deus e como fruto dessa discordância, se distanciado do Mesmo e de seus ideais.

O ideal Bíblico para o matrimônio é que os dois sejam uma só carne!

O que percebo com muita veemência é que o grande problema que tem assolado os casamentos é o fato de que muitos casais tem deixado de ser Um.

Não se conversa mais com transparência,
Não se namora mais com cumplicidade,
Não se ajunta mais as finanças,
Não se projeta mais os mesmos sonhos,
Não se persegue mais os mesmos objetivos,
Não se defende mais os mesmos ideais,
Não se joga mais no mesmo time,
Não se crer mais que o Amor jamais acaba!

Será que foi isso que planejamos ao nos casarmos?
Será que era isso que esperávamos ao subir no altar?

Aonde vamos parar?
Aonde já paramos?

Será que não tem mesmo jeito?
Será que essa queda de braço não tem fim?
Será que temos que alimentar tanto sofrimento?
Será que essa agressão gratuita não tá na hora de parar?
Será que não é o orgulho com sua mania de reinar?
Será que isso não começou com o desrespeito?
Será que não foi a confiança que rachou?
Será que não foi a tal “brecha” pregada pelos crentes?

Ou será que é só o velho ego com o seu jeito egoísta de ser?

Não sei responder, talvez você saiba!

Finalizo lhe convidando a um retorno.

Que retornemos a lutar pela família, pela nossa família!
Que retornemos as convicções de outrora!
Que retornemos a concordar com Deus!

Porque afinal de contas, no fundo, no fundo... É Ele que tem o Melhor pra nós!

Que o Senhor seja contigo,
Beijo no coração!
Rodolfo.





2 comentários:

gilda BICALHO disse...

É bem isto mesmo. É preciso parar pra refletir e saber o momento de sermos UM. UM casal, UM em familia e UM em Cristo.

Eliene Soares disse...

Perfeita percepção!